
Essa lista, da rollingstone.com, é a história essencial do rock’n'roll, dos homens, das mulheres, e bandas no centro da revolução, como dito por aqueles cujas vidas mudaram e que agora alteram a nossa.
Tudo começou em 2004, como parte das atividades que marcaram o aniversário de 50 anos do rock. Ao todo, foram eleitos os 100 nomes mais importantes. Como ficaria entediante, o Z resolveu fazer uma seleção com apenas os 10 melhores. Confira.
10. Ray Charles – por Van Morrison
“Ray Charles é a prova de que a melhor música atravessa fronteiras e atinge todas as denominações. Ele pode fazer qualquer tipo de música e, ao mesmo tempo, ser fiel a si mesmo.
É tudo sobre a sua alma. Como cantor, Ray Charles se expressa como ninguém. Ele não coloca o tempo em que você acha que vai ser, mas é sempre perfeita. Como um grande jazzman, ele sabe brincar com o tempo.”
9. Aretha Franklin – por Jerry Wexler
“Como produtor, eu quase sempre dirijo uma formulação e enunciação com o cantor, mas no caso de Aretha não havia nada que eu pudesse dizer à ela. Eu só não podia não ajudar, como ainda ficaria em seu caminho.
O gosto dela sempre foi impecável, nunca foi para o lugar errado. Isso não vem de sua formação gospel – nesses lugares os jovens treinam, ganham forma e cadência – já que o treino não forma um gênio. O gênio é quem ela é, tudo é filtrado através de sua consciência.”
8. Little Richard – por Little Richard
“Um monte de gente me chama de arquiteto do rock’n'roll. Eu não me chamo assim, mas eu acredito que seja verdade. Você tem que lembrar, eu já era conhecido em 1951.
Eu estava gravando para a RCA-Victor – se você fosse negro era chamado pela Camden Records – antes do Elvis. Aí, em 1956, fiz meu primeiro registro e foi um sucesso. ‘Tutti Frutti’ tocou no mundo inteiro. Senti que tinha chegado, sabe? Voltar naquela época onde o racismo era tão pesado, você nem podia dormir em motéis nas turnês.
Na maioria das vezes você tinha que dormir num carro. Eu tinha um Cadillac. Bom, agradeço ser escolhido um dos 50 melhores artistas.”
7. James Brown – por Rick Rubin
“Em certo sentido, James Brown é como Johnny Cash. Johnny é considerado um dos reis da música country, mas há um monte de gente que gosta de John e não gosta de música country. É o mesmo com James Brown e R&B. Sua música , a sensação e o tom dele são singulares. James Brown é o seu próprio gênero.
Ele foi um grande compositor, produtor e maestro. Ele sabia o que era importante. Tinha os melhores músicos de funk em sua banda. Independente do que se passou em sua vida pessoal, o seu legado é gigantesco. As coisas boas vêm de pessoas especiais como ele. Sua lenda se agiganta porque o ritmo de vida está lá dentro.”
6. Jimi Hendrix – por John Mayer
Jimi é um desses nomes extraordinários da música, onde todos o encontram em algum ponto. Se você é um fã do Black Sabbath, Elmore James, ou se você gosta de Hanson e Grateful Dead, pouco importa, ele é o denominador comum de todos os estilos da música contemporânea.
Ele era um bluesman? Basta pegar ‘Voodoo Chile’ e você vai ouvir um dos blues mais deslumbrantes. Ele era rock? Ele o usou como um dispositivo de volume. Isso é rock. Ele era um cantor/compositor sensível? Em ‘Bold As Love’ você pode tirar as suas conclusões. Muitas vezes ele é retratado como um astro de rock barulhento, iluminado por sua guitarra psicodélica em chamas.
Mas quando eu penso em Hendrix, eu imagino uma das guitarras mais serenas e sons encantadores como ‘One Rainy Wish’, ‘Little Wing’ e ‘Drifting’. Ele tinha um relacionamento secreto com a guitarra, e apesar de ter sido incrivelmente técnico e baseado na teoria, a teoria era sua.”









